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Uma expedição ao fim do mundo:
Tierra del Fuego

Encontrando os novos amigos...

           

O ano de 1999 foi, particularmente, nervoso.  No meio da excitação do “Bug do Milênio”, muitas pessoas procuravam lugares exóticos ou místicos para passar o réveillon. Nós, queríamos viajar, mas as pousadas e hotéis estavam cheios, ou com preços exorbitantes. Passagens de avião estavam fora de questão. Foi aí, que o Neco (in memoriam), amigo gaúcho, enviou um e-mail que dizia: “para vocês que gostam de programa de índio, está aí uma boa oportunidade”. 

           

Mal sabia ele que aceitaríamos a ideia na hora. Bem, um outro gaúcho de Porto Alegre, Ricardo Möeller, estava preparando uma expedição até Ushuaia, exatamente para passar o réveillon no “fim do mundo”. Entramos em contato e ficamos entusiasmados com a ideia.

           

Nunca tínhamos viajado com tanta gente. E a expedição seria composta por mais de uma dezena de carros. Alguns do Sul, outros de São Paulo, da Bahia, do Rio de Janeiro.  Começamos a manter contato, trocar informações, combinar como seria a expedição, tudo pela internet. Enfim, o encontro inicial seria na praia de Atlântida (RS), no dia 23 de dezembro. E a partida, dia 24, de Porto Alegre. 

           

Saímos de São Paulo no dia 22, em direção a Lajes (SC), onde passaríamos a noite e encontraríamos algumas pessoas que, também, seguiriam para Atlântida. No caminho, um probleminha com uma reação alérgica. 

 

Com uma receita do médico homeopata em mãos, o remédio foi manipulado e administrado. Mas, no meio da noite tivemos que correr para um posto de saúde. O problema agravou e a Vera quase teve um fechamento de glote. Após tomar uma bomba injetável de adrenalina, antialérgico, corticoide e sabe-se lá mais o que, o pior passou. Ao amanhecer o inchaço da língua diminuiu, apesar do queixo ainda estar um pouco inchado, mas seguimos para Atlântida. Era hora de conhecer os novos amigos. 

 

Participamos do jantar de boas-vindas, ficamos conversando e o grupo voltou para Porto Alegre. Resolvemos ficar hospedados por alí. Estávamos muito cansados da viagem e da noite mal dormida. No dia seguinte, seguimos para Porto Alegre, de onde partiríamos em comboio rumo ao sul.

 

Era véspera de Natal e todos estavam excitadas com a viagem. Partimos, num calor insuportável para Santana do Livramento/Rivera, bem na fronteira com Uruguai. 

 

O que dividia os dois países, Brasil e Uruguai, era uma avenida. De um lado Santana do Livramento (Brasil). Do outro lado Rivera (Uruguai). Com isso, alguns carros circulam para lá e para cá, sem fazer aduana e imigração. Mas, quando a polícia aborda o motorista para verificação da documentação, e descobre que está ilegal, o preço da multa é alto. Costumam cobrar “propinas” e pagamento das taxas para regularizar o veículo. Por isso, resolvemos adiantar os trâmites de fronteira, para evitar problemas no dia seguinte. 

           

Depois, com muita dificuldade, o grupo achou um restaurante que se dispôs a fazer um “arroz de carreteiro” e celebramos o Natal. Foi uma noite agradável, descontraída e serviu para estreitar as amizades. 

           

A ideia era atravessar o Uruguai e dormir em Azul, já na Argentina. Tudo pronto, carros abastecidos, comboio formado e partimos. À frente, o Ricardo, que organizou a expedição, testava uma Nissan Frontier. No final, ia um Toyota, que era o “Fecha Porteira”. Ele era responsável por sempre, em qualquer situação, fechar o comboio. Estávamos todos equipados com rádio. Como os carros eram de marcas e desempenho diferentes, o rádio era uma maneira de comunicação bem eficiente. Todos estavam sempre à vista um do outro, para socorrer em qualquer emergência. Quando entrávamos em alguma cidade, ou entroncamento, só fazíamos a conversão se o carro que vinha atrás estivesse no “visual”. Assim, evitávamos que o comboio se dispersasse ou alguém se perdesse. 

           

No Uruguai era obrigatório o uso de farol baixo durante o dia. O motorista de um dos carros distraiu e ligou o farol auxiliar. Não deu outra, foi parado pelo policial que pediu a documentação do carro e do motorista. Ele guardou os documentos no bolso e deu a “mordida” de 60 dólares (isso mesmo, dólares). Só devolveu os documentos depois do pagamento. A partir desse momento, resolvemos andar mais próximos ainda, e avisar pelo rádio, sempre que alguém fosse parado por algum policial. Com outros carros por perto seria mais difícil o pedido de contribuição extraoficial dos homens da lei. Da lei?!?!

Um longo caminho até o “Fim do Mundo”

           

Nossa chegada na pequena cidade de Azul, na Argentina, foi muito engraçada. Cruzamos todo o centro da cidade para chegar ao camping. Como era Natal, as ruas e praças estavam movimentadas. A passagem do comboio, com todos os carros adesivados, chamou muita atenção e despertou a curiosidade dos moradores. Fomos seguidos por motos, pessoas correndo ao nosso lado. Eles queriam saber se era algum tipo de competição ou ação, provavelmente de Natal. A correria atrás dos carros só dissipou quando chegamos ao camping da cidade. 

           

Como escurecia por volta das onze da noite, dirigíamos por muito tempo. Foram aproximadamente mil quilômetros, durante todos os sete dias, nos quase cinco mil quilômetros de Porto Alegre a Ushuaia. Com isso, quando chegávamos ao camping, era um banho, uma comida rápida e dormir, mortos de cansaço. Isso porque, apesar de acordarmos sempre muito cedo, até todos os carros estarem prontos para saírem demorava muito.

           

Foi uma rotina dura. Seguimos para Bahia Blanca, Puerto Madryn, fomos conhecer as pingüineiras, com os mais de quatrocentos mil pinguins, na Península Valdez e Punta Tombo, onde milhares de pinguins vão acasalar, nessa época do ano. Os machos fazem suas tocas e as fêmeas escolhem os seus parceiros. Vimos também os leões marinhos. Só não vimos as Orcas e os golfinhos. 

 

Na volta para o camping, um susto! Um dos carros, um Land Rover Defender 90, capotou. Os seus dois ocupantes saíram ilesos, mas o susto foi muito grande. O teto do carro ficou completamente destruído. O carro foi desvirado e levado para um lugar abrigado. Depois foi transportado para São Paulo e o casal teve que voltar para a casa. Aquele foi o último dia para eles. Para não deixar o astral baixar, os gaúchos resolveram fazer o que sabem fazer bem, um churrasco. Afinal, o carro acabou, mas, felizmente, as consequências não foram as piores. 

 

Depois do susto do dia anterior, conhecemos um pouco mais da região e seguimos em direção à Comodoro Rivadávia, já entrando no deserto da Patagônia. 

           

O vento era muito forte e constante. Chegava a desestabilizar o carro. Se alguém precisasse de fazer um xixi na estrada era impossível, por causa do vento. A não ser que não se importasse de se molhar todo. De Comodoro Rivadávia fomos para Rio Gallegos, já bem mais próximo de Ushuaia. 

           

Ali, entramos no Chile. Tínhamos que cruzar, de ferryboat, o Estreito de Magalhães. Só para lembrar, esse estreito é uma passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Depois da travessia, voltamos para a Argentina. Foi um pouco tenso dirigir ao lado de um campo minado, resquício ainda de “entreveros” entre Argentina e o Chile. Dali seguimos para Rio Grande e aceleramos para chegar ao nosso destino. 

           

A ansiedade e emoção aumentava a cada quilômetro. O clima dava mostras da proximidade do “Fim do Mundo”. Alguns pontos da estrada tinham gelo no acostamento, as nuvens pesadas cobriam o céu e o vento frio e cortante impedia o bom desempenho do carro. Finalmente, quando avistamos a cidade, Cosme Kim, um coreano que estava na expedição, gritou pelo rádio: “Quadrabunda”. Esta foi a forma que ele encontrou para dizer que era um alívio chegar. Afinal, estávamos todos de “bunda quadrada”. E, esse foi o carinhoso nome que nossa expedição foi batizada. E alguns de nós, que somos amigos até hoje, nos tratamos por “quadrabundas”. 

 

Finalmente, por volta das onze da noite do dia 30 de dezembro entramos em Ushuaia. Depois daqueles sete cansativos dias, dirigindo cerca dos 5 mil km e dormindo pouco concluímos que estávamos a 6.500km da nossa casa. 

           

E esse também foi o primeiro dia, desde que saímos de Porto Alegre, que pudemos armar acampamento com calma, comemorarmos e descansar, sem a preocupação de ter que acordar cedo e “bater arranque”. Já estávamos em Ushuaia, no “Fim do Mundo”. 

A falsa virada do século sem o “Bug do Milênio”

           

Acordamos sem pressa, no nosso primeiro dia em Ushuaia. Fomos conhecer a cidade. Andamos pelo centro comercial e fomos ao supermercado. Tínhamos que abastecer a nossa dispensa. E, também, preparar a nossa festa de réveillon. Aproveitamos para abastecer o carro e fazer umas pequenas manutenções como, troca de óleo e filtros.  

           

Ushuaia, é uma cidade pequena, mas muito charmosa. Os prédios coloridos, têm, na sua arquitetura, influência inglesa. A cidade nasceu a partir de um presídio. Dizem que os presos, transferidos para aquele lugar, foram obrigados a ajudar na sua construção. Com o passar do tempo, algumas das famílias dos presidiários, como forma de facilitar a visitação, mudaram para cidade. Para sobreviverem, iniciaram um pequeno comércio. E assim, a cidade foi crescendo. Depois de cumprirem as suas penas, alguns presos, principalmente os presos políticos, decidiram permanecer em Ushuaia. 

           

No final da tarde, nós voltamos para o camping, encontramos os amigos e, também, um outro comboio de brasileiros. E ali juntos, comemoramos o réveillon, com muita festa, brindes, abraços e promessas. À meia noite, fomos ao ponto mais alto da cidade, para ver a queima de fogos e saudar a entrada do Ano Novo, o ano 2000. 

           

E as comemorações não acabaram tão cedo. Por três dias curtimos a cidade e a região. Fomos até o Lago Lapataia, último pedaço de terra firme do nosso continente antes da Antártica. Subimos a montanha gelada Glaciar Martial, visitamos o canal de Beagle, foco de atrito entre argentinos e chilenos, visitamos o Museu Marítimo, o Presídio do Fim do Mundo e vimos os estragos que os castores estavam fazendo às árvores da região, naquela época. 

           

Os castores tinham sido importados como forma de tentar um equilíbrio ecológico. Mas, descobriram depois, que eles não tinham predadores naturais. Eles se reproduziram sem controle e o resultado foi um grande desequilíbrio na região. Algumas áreas devastadas, por esses roedores, pareciam campos abandonados de alguma serraria clandestina. 

           

Depois de muitos passeios e descanso, o carro em ordem, era hora de deixar a “Ciudad del Fin del Mundo”, em direção norte. Voltamos até Rio Gallegos e cruzamos, novamente, o Estreito de Magalhães, entrando e saindo do Chile. Passamos, de novo, ao lado do campo minado. Dali seguimos até Cerro Castillo e depois Torres del Paine, ambos na Patagônia chilena. 

           

Estávamos entrando na Carretera Austral. A Carretera Austral era uma estrada de rípio, que eram pedras redondas e lisas formando um trilho, o que tornava a viagem muito perigosa. O problema era que estas pedras, por serem muito lisas, escorregavam demais. Quando o carro saía fora desse trilho existia um sério risco de capotamento. Por outro lado, não adiantava dirigir devagar. A estrada tinha muitas “costeletas” e quanto mais devagar mais o carro pulava. Era preciso cuidado e experiência.

           

Quanto mais nos dirigíamos rumo ao norte mais a paisagem mudava. Estávamos no meio dos Andes, com uma floresta exuberante. Muitas vezes, ziguezagueamos entre o Chile e Argentina. 

           

Enfim, as aventuras continuavam. Chegamos em Torres del Paine, conhecida pelas altas montanhas, pelos icebergs azuis e pelas pradarias. As três torres de granito e os picos em formato de chifre, Cuernos del Paine, são uma de suas atrações. 

 

Assim, rodamos estradas de rípio, também pela Ruta 40, numa reta monótona com restos de carros batidos e capotados que chamava a nossa atenção para os perigos daquele deserto. Cruzamos uma ponte que começava e terminava no meio do rio. E a expedição não parou, seguimos em Comboio, nos conhecendo, divertindo e sempre querendo cada vez mais acelerar...

Um rafting perfeito... 

           

Nossa próxima parada foi em El Calafate. É lá que fica o Parque Nacional Los Glaciares, e a fantástica geleira Perito Moreno, que impressiona pelas suas dimensões. De longe avistamos a parede de gelo azul. É possível caminhar no glaciar usando botas com solas especiais de prego e observar de dentro a sua imensidão. Ou, se preferir, pode observar de frente e esperar que despregue grandes pedaços da geleira, pesando toneladas, fazendo um barulho estrondoso e provocando grandes ondas. É uma visão sensacional. É umas das maravilhas do mundo. 

           

De lá, cumprimos mais uma etapa até El Chaltén. O vento era muito forte e acampar não foi tarefa fácil. Algumas barracas ficaram danificadas, embora fossem preparadas para climas hostis. Fizemos uma caminhada até a base do Fitz Roy. Subir a montanha requer técnica e experiência porque, apesar de não ser muito alta (3.375 mts), em comparação a outras montanhas, o clima é traiçoeiro, o que já custou muitas vidas de alpinistas. Mas, é, acima de tudo, uma montanha linda. Ficamos admirando por algum tempo e retornamos. Também conhecemos o Lago del Desierto, que mais parecia uma pintura. Depois, seguimos cruzando, várias vezes, as fronteiras entre Argentina e Chile, passando por Coihaique até chegar a Vila Amengual, uma cidadezinha de cento e poucos habitantes, perdida bem no meio dos Andes.

           

As casinhas de madeiras, coloridas por hortênsias faziam dali um cenário acolhedor. Pedimos permissão para acampar num campinho de futebol. Os moradores, gentilmente, ofereceram suas casas para usarmos o banheiro. Era um povo muito educado e solícito. À noite, sentados, bebendo um vinho, chegamos à conclusão de que nós já não éramos mais somente um grupo de pessoas que viajavam juntos. Éramos mais que um grupo de amigos, éramos uma família. 

           

No dia seguinte, fomos para Futaleufu, uma cidade com uma boa estrutura de hotéis, camping e restaurantes. Ali, nos dividimos. Algumas pessoas, inclusive nós, decidiram ficar na cidade para fazer um rafting. Outras pessoas, decidiram seguir adiante até Bariloche. 

           

Não nos arrependemos. Assinamos um termo de responsabilidade, porque o trajeto do rio era grau 3-4 de dificuldade. Já tínhamos alguma experiência em rafting. Por isso, não nos preocupamos e seguimos rio abaixo. 

           

O céu era de uma cor azul lindíssima. O cenário, dentro daquele rio, era deslumbrante. A agitação das águas e o seu barulho, causado pelas fortes correntezas, contrastavam com as águas calmas, que vinham depois. Observávamos o que tinha em volta, pedras altíssimas, que protegiam aquele pedaço de paraíso. E, um silêncio, que nos permitia ouvir os nossos próprios pensamentos. Indescritível! Foi uma sensação tão boa que desejamos que aquela aventura nunca tivesse acabado...

E, assim, começou a nossa Expedição Alaska 2001...

           

Saímos de Futaleufu e nos juntamos ao restante do grupo em Bariloche. Mas, não sem antes passar pela Villa La Angostura, uma das mais belas aldeias da Patagônia Argentina. Villa La Angostura está rodeada de lagos, montanhas, vales e bosques, numa natureza exuberante.

           

A saída de Bariloche nos deixou impressionados, com tanta beleza. E, de lá, seguimos em direção ao Vulcão Osorno, na região dos Lagos Andinos, já no Chile. Mas, antes, paramos em Puerto Montt e Puerto Varas. Aproveitamos para comprar muitas frutas e salmão defumado, antes de seguirmos para um acampamento, aos pés do vulcão. 

           

No dia que chegamos, as nuvens estavam baixas, o que impedia a visão que tanto queríamos. Estávamos torcendo para o dia seguinte ser de tempo bom. À noite, fizemos uma autêntica “Festa de Babete”, com comida e bebida à vontade. Cada um quis mostrar os dotes culinários. O Helinho já tinha feito uma deliciosa galinhada no réveillon. Agora era hora de provar as delícias que viriam. 

           

Como estava muito frio, a lareira acesa exalava um forte cheiro de fumaça. Como não conseguimos dormir com aquele cheiro, decidimos dormir no carro. Pela manhã, quase enfartamos de susto. Fomos acordados com todos correndo para fora da casa, agitados. Pensamos que o vulcão estivesse entrado em erupção, já que ele ainda é ativo. Custamos a entender. O tempo estava totalmente aberto, lindo, e tínhamos que ser rápidos para subir, antes que mudasse.  

           

A neve no alto do vulcão brilhava ao sol. Saímos, rapidamente. Fomos de carro até um certo ponto, mas o terreno era poroso, com pedras soltas, o que quase nos causou um acidente. O carro escorregou e por pouco não tombou. Estacionamos e subimos. 

           

O Vulcão Osorno é muito conhecido pelos alpinistas, inclusive pela semelhança com o Monte Fuji, na ilha Honshu, no Japão. Enquanto subíamos, víamos as cruzes colocadas em homenagem aos alpinistas que morreram tentando escalar a montanha no inverno. Existem muitas fendas e com a neve elas ficam cobertas. 

           

De repente, o tempo mudou e uma neblina densa aproximou-se. Perdemos o caminho de volta. Foi preciso que os amigos que estavam na base buzinassem para nos guiar de volta. Não sabemos de quem foi a ideia, mas graças a Deus conseguimos nos orientar e retornar sãos e salvos. 

           

A partir dali, estava na hora de pegar o caminho de volta para a casa. Voltamos para a Villa La Angostura e Bariloche. Depois aceleramos em direção ao Brasil. Fomos direto para o Uruguai, cruzamos a fronteira com a Argentina e, finalmente, estávamos em Santana do Livramento. 

           

Fomos recebidos com festa na praia de Atlântida, uma vez mais. E, de lá retornamos para São Paulo, depois de 15.000km. Estávamos felizes e prontos para seguir o que preconizamos enquanto estávamos em Ushuaia: “Agora que conhecemos o ‘Fim do Mundo’, precisamos conhecer o ‘Topo do Mundo’. Vamos para o Alaska!” 

           

Avisamos aos amigos. Mas, ninguém deu a menor atenção ao que dissemos, naquele instante. Mas, nós levamos a sério. No ano seguinte, partimos, numa nova expedição, em direção ao Alaska. E, assim, começou a nossa Expedição Alaska 2001... 

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