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Pé no Mundo
Os Balcãs
Eslovênia – Croácia – Montenegro - Bósnia
A preparação… A viagem…
Ficamos pensando na distância que já viajamos a pé. Chegamos à conclusão que já caminhamos o equivalente, em linha reta, a distância entre Belo Horizonte/Chicago(USA) ou Belo Horizonte/ Barcelona(Espanha). Ou seja, mais de 8.000 km. 👀
É de impressionar? Sim. Mas, não é por quilometragem que escolhemos os caminhos e as viagens. Não é uma competição, tampouco queremos quebrar nenhum recorde. É um estilo de vida. Gostamos de viajar devagar, curtindo cada passo do caminho. E, mais uma vez, é dessa maneira que resolvemos agora conhecer um outro lado da Europa, os Balcãs.
Ficamos sabendo de uma trilha que começa na Áustria e termina no Mar Adriático, a Alpe-Adria Trail. Estudamos cada lugar por onde passa esse caminho e chegamos à conclusão de que na época que gostaríamos de viajar, a primavera, o início do caminho ainda estaria fechado, por causa da neve que chegou tarde e permaneceu mais tempo nos Alpes. Não desistimos e decidimos caminhar a metade da trilha, ou seja, 300 km em 15 etapas, percorrendo a Eslovênia e cruzando fronteira para a Itália. A princípio achamos muito pouco, mas vimos que a dificuldade era grande. Cruzar as montanhas seria o nosso desafio e como recompensa viajaríamos depois pela Croácia, Montenegro e Bósnia.
Muitas pessoas perguntam “se” e “como” nos preparamos para viajar. Sim, tem muita preparação. Academia de segunda a sexta, com treinamento específico para caminhar e carregar o peso da mochila. Aeróbica e caminhadas longas durante a semana e finais de semana. Isso porque queremos entrar numa trilha bem-preparados e terminar sem nenhuma lesão.
Mas, shit happens…
Neste ano uma dor na lombar de um, e dor no joelho do outro, fez com que tivéssemos que tomar a decisão de adiar a viagem um dia antes de embarcar. Mas, o mais sério aconteceu com a Vera. Provavelmente, o excesso de exercício, segundo o médico, pode ter provocado um edema na vértebra L4, como apontou o resultado da ressonância magnética.
Paciência, o jeito foi ser medicada e aguardar a melhora, que veio um mês depois.
Remarcamos a passagem, mas caminhar com mochila pesada estava fora de questão.
Desapontados, mas já conformados com a situação, seguimos o nosso plano de fazer o caminho da maneira que fosse possível, sem mochila. Assim, essa foi uma viagem fora do nosso usual. Foi feita parte caminhando, sem mochilas, e parte de carro, para facilitar os deslocamentos a lugares mais inóspitos e inacessíveis por transporte público.
Chegou o dia da viagem. Sem dores, saímos de casa felizes para o aeroporto. Seria um voo longo, de Belo Horizonte com conexão em São Paulo, Roma até chegar em Veneza, onde ficaríamos uns dias para encontrar “amigos de caminhos”. Tudo seria perfeito, se o voo BH/SP não tivesse atrasado duas agoniantes horas. Várias vezes perguntamos se conseguiríamos embarcar em outro voo, já que era conexão e estávamos preocupados com o horário, e a resposta era sempre a mesma: “- Fiquem tranquilos, dá tempo de chegar e embarcar para Roma”.
Para o nosso desespero, quando o voo chegou a SP o embarque para Roma já estava no final. Corremos de um terminal ao outro, desesperadamente. A nossa sorte foi ter conseguido uma carona no carrinho do aeroporto, junto com outros passageiros que estavam no nosso voo e na mesma situação desesperadora. O que ficamos sabendo com os comissários de bordo era de que teria alguém da companhia aérea em solo para nos acompanhar, mas isso não aconteceu. Tampouco conseguimos desembarcar antes dos outros passageiros, o que foi um pedido de uma meia dúzia de desesperados…
Enfim, suados e esbaforidos, conseguimos, no último minuto, embarcar. Daí para a frente o voo foi super tranquilo até Roma. Esperamos para o embarque para Veneza e tudo correu muito bem até chegarmos e descobrir que a bagagem não estava nesse voo. Foi um baque, mas entendemos quando no balcão “Lost and Found” fizeram o rastreio e viram que a bagagem tinha ficado em São Paulo. Mas, garantiram que chegaria no dia seguinte, naquele mesmo horário, e que seria entregue no hotel. Chato? Sim, mas entendemos que com o atraso nós conseguimos correr para o embarque, mas que a bagagem não conseguiu chegar a tempo.
No dia seguinte, esperamos, esperamos e esperamos..., mas, nenhum sinal da bagagem chegar ao hotel. Rastreamos, e vimos que o status era “bagagem não encontrada”. Ligamos para o aeroporto e a resposta foi de que a bagagem estava com o courier e que seria entregue. Bem, essa lenga-lenga durou 4 longos dias. Com isso, perdemos bilhetes e estadia para Zagrebe, onde ficaríamos 3 dias. Tivemos que permanecer por perto, caso a bagagem chegasse. Compramos itens básicos e algumas roupas. Foram gastos financeiros e a incerteza de que a bagagem chegaria. Consideramos até voltar para o Brasil, porque tínhamos medicamentos necessários na mala (burrice total e mais um aprendizado). Perguntando na companhia aérea sobre a possibilidade de troca do bilhete de volta, caso a bagagem estivesse perdida, a resposta foi de que o problema não era da companhia, mas do aeroporto. E, sendo assim, não poderiam fazer nada. O jeito seria comprar uma outra passagem. Mas, quem tem amigo tem tudo.
Lucio é um amigo italiano, que conhecemos no Caminho Francês para Santiago de Compostela em 2014. A partir daí sempre nos falamos, e já nos encontramos algumas vezes. Ele e a família moram em Vicenza, na mesma região de Veneza. Sabendo que estaríamos por perto, sugeriu um almoço. No meio deste drama todo nos encontramos e ele se ofereceu para ajudar-nos. A questão dos remédios estava resolvida. Compraríamos os remédios com sua filha, que é farmacêutica. Também ofereceu seu apartamento em Vicenza para ficarmos, enquanto aguardávamos a mala. Até roupas e uma mochila não seria problema, porque como maratonista tinha camiseta das maratonas aos montes. Mas, o mais importante para nós, naquele momento, era resolver o problema da mala desaparecida e o Lucio também ajudou muito. Afinal a conversa de italiano para italiano era mais produtiva.
Assim, depois de muitas ligações, descobrimos que a bagagem estava em Roma. Em certo momento, disseram para o Lucio que a bagagem já estava no hotel e o caso tinha sido encerrado. Mas era mentira!!! Por fim, ao ligar no dia seguinte, já sem esperança, recebemos a notícia de que a bagagem chegaria no voo das 19h daquele mesmo dia. Sem acreditar muito, resolvemos buscar no aeroporto. E, de fato, a bagagem finalmente chegou…
Esgotados de todo esse imbróglio, resolvemos passar o final de semana em Vicenza, com o Lucio e família, para desestressar e depois seguir para Ljubliana e, finalmente, começar a nossa tão sonhada viagem para os Balcãs.
Eslovênia …
Para falar da Eslovênia, será preciso um pouco de imaginação e acreditar em fadas, duendes e gnomos. Isso mesmo! O país parece ter saído dos contos de Walt Disney. Não é atoa que parte do filme “As Crônicas de Nárnia - Principe Caspian” foi gravado na Eslovênia, assim como outros filmes também tiveram o país como cenário.
Vamos começar por Ljubliana, que tem um dragão como símbolo. O dragão está no topo da torre do Castelo, no brasão da cidade e numa ponte que cruza a cidade. Ele representa o poder, a coragem e a grandeza. Algumas lendas explicam a sua existência, mas nenhuma delas foi melhor do que chegar à cidade e ver os dragões que decoram a ponte bem a nossa frente. O nome da cidade é um enigma. Vários estudiosos tentaram rastrear a origem, o que gerou várias teorias e nenhuma conclusão.
Na sua história mais recente, a Eslovênia pertenceu a Iugoslávia até sua independência em 1991.
Ljubliana transborda vida, cultura, verde e turismo. Vimos todos os pontos interessantes da cidade, incluindo Metelkova, um lugar totalmente underground e controverso, mas que faz parte da memória da cidade. Foi um antigo quartel-general militar do Exército do Império Austro-Húngaro. Depois, foi o quartel-general do Exército Popular Iugoslavo. E atualmente, é um local alternativo de tolerância para as minorias, ONGs, arte, vida social, centro culturais, pubs..., mas, que algumas vezes está sujeito a ataques de grupos extremistas, devido a sua conotação liberal.
Depois de conhecer a capital eslovena, fomos percorrer os Alpes Julianos, que fazem parte de uma “subcordilheira” dos Alpes. O Passo Vršič, que liga o vale dos rios Sava e Soča, é a passagem mais alta da Eslovênia. O país tem muitos lagos, florestas, pântanos, montanhas, tudo muito soberbo.
Primeiro, como não poderia deixar de ser, fomos ao Lago Bled, o mais visitado na Eslovênia. Parece uma pintura. As suas águas azuis denotam um ambiente pitoresco, rodeado de floresta e montanhas, com uma ilha onde a principal construção é a igreja medieval em homenagem a Assunção de Maria. Acima do lago está um castelo medieval, que dizem ser o mais antigo do país. E o vale Zaka fica no outro extremo do lago. Simplesmente maravilhoso!
Dali seguimos para o Lago Bohinji, outra maravilha da natureza, que faz parte do Parque Nacional Triglav. É um lago glacial, mas várias pessoas nadam naquelas águas geladas, enquanto outras pescam trutas e moluscos. Melhor ainda é o visual que se tem de Vogel, uma estação de ski de onde se avista todo o vale e o lago Bohinji.
Seguimos para Kranjska Gora, que seria o nosso ponto de partida para a caminhada. Fica perto das fronteiras com a Áustria e Itália. A vila é mais conhecida como uma cidade de esportes de inverno. Cercada por montanhas, o astral é incrível. Muitas pessoas começam ali as suas caminhadas em direção ao Passo Vršič.
Enquanto estávamos visitando a igreja da vila, alguns jovens entraram ruidosamente, o que atrapalhou um pouco o nosso sossego. Só depois percebemos que, se tratava de um coral. Eles estavam ali para um ensaio. Quando o maestro sinalizou os jovens começaram a cantar. Foi espetacular! Ficamos escutando as músicas, naquele cenário sagrado, numa cidade cercada de montanhas, rios e florestas. Tudo isso foi um presente maravilhoso.
De Kranjska Gora até o Passo Vršič, a subida é incrivelmente longa, mas o que se vê pelo caminho é inesquecível. A começar pelo Lago Jasna, que consiste em dois lagos artificiais interconectados na confluência dos riachos Velika Pišnica e Mala Pišnica. Por ali, encontra-se o caminho circular Kneipp, de pedras com água fria da montanha e a estátua do ibex, que é uma cabra dos Alpes, o Zlatorog (“Chifre de Ouro”), um animal lendário que se transformou num símbolo do lago.
A Capela Russa, é uma construção de madeira, feita pelos prisioneiros de guerra russos, durante a Primeira Guerra Mundial Foi erguida em homenagem aos seus companheiros mortos numa avalanche, enquanto construíam a estrada para o Passo Vršič.
Passamos por cachoeiras, florestas, rochas, vales, vistas lindas também a partir do Passo Vršič. Já na descida, em direção a Trenta, vimos a nascente do rio Soča e o memorial a Julius Kugy, o primeiro alpinista dos Alpes Julianos.
São muitas as atrações e maravilhas. O fenomenal rio Soča, com suas águas, ora verdes esmeralda ora verdes azulada corre ao nosso lado, os gorges agitam as suas águas, a cachoeira Boka, a mais alta da Eslovênia, pode ser vista de longe e cruzar as pontes suspensas sobre o Soča até Bovec nos leva a outras fantasias.
Bovec é uma cidadezinha e a parada é obrigatória. Tem uma boa infraestrutura, mas o que nos interessava mesmo era conhecer o Ravelnik, um museu a céu aberto. O acesso é por uma trilha na floresta. Chegando a esta que foi a primeira linha de defesa do exército austro-húngaro, vimos as trincheiras, cavernas, bunkers, barracos e a cratera deixada por uma granada. Por ali, aconteceram combates ferozes durante a Primeira Guerra Mundial. De lá seguimos para Kobarid.
O Museu de Kobarid é rico em histórias sobre a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, a cidade tem uma boa infraestrutura, mas preferimos ficar numa aldeia a 5km, num pequeno planalto sob o Monte Krn, Drežnica. Quando fomos nos aproximando da aldeia, o visual nos fez apaixonar por aquele lugar. A predominância da igreja, dedicada ao Sagrado Coração, com o campanário de 52m de altura, as casas e a vista nos impressionaram. Resolvemos ficar mais um dia para conhecer o entorno daquele lugar idílico. Até o pequeno cemitério era um encanto. Á noite, as luzinhas vermelhas acesas iluminavam o caminho, o que deixava um certo ar alegre, de festa.
Caminhamos muito pela região, passamos por Koseč, uma pequena vila com várias esculturas no caminho, para ir até a Capela de Saint Just, a mais antiga da região, e que dizem ter um ponto de energia de cura. Descemos por uma trilha, numa floresta com cachoeiras do riacho Stopnik e os pontos energéticos em Glavica, para sentir a boa energia dessa floresta. Ainda estivemos nas cachoeiras de Krampež, Supot e em Male Skale, para curtir a vista de Drežnica e todo o vale da região. Imperdível também é uma visita a Krn, uma pequena vila abaixo do Monte Krn.
Perto de Kobarid também tem suas atrações, como a Cascata Kozjak, que não fomos por ser paga. Não foi por “pão-durismo”, mas não achamos necessidade depois de ver outras cachoeiras, cascatas e vistas lindas, onde não tínhamos que disputar lugar com nenhum turista.
Era hora de seguir adiante. A próxima parada foi para ver as trincheiras na montanha Kolovrat, um outro museu histórico a céu aberto da Primeira Guerra Mundial. Esta foi a terceira linha de defesa do exército italiano. Além de ser a fronteira entre a Eslovênia e Itália, oferece vistas incríveis. As trincheiras guardam memórias do antigo campo de batalha da Frente Isonzo, com os pontos de observação, as posições de artilharia para metralhadoras e as cavernas com os seus detalhes, como a escada em espiral em uma das cavernas. Depois de ver tudo aquilo e nos impressionarmos uma vez mais, fomos para Tolmin.
O parque mais famoso de Tolmin é o Tolminska Korita, com nascentes e corredeiras de águas verdes azuladas. Na verdade, Tolminska korita é o nome das bacias Tolminka e Zadlaščica, que se fundem na única confluência dos leitos dos rios no território da Eslovênia.
As Gargantas de Tolmin são o ponto de entrada mais baixo e provavelmente o mais bonito do Parque Nacional de Triglav. O trajeto circular terminou numa caverna, que infelizmente, estava fechada. A caverna Zadlaška é uma das muitas cavernas por onde fluíram as águas da geleira Soča. É também conhecida como a Caverna de Dante. Isso porque reza a lenda que Dante Alighieri teria encontrado inspiração para o Inferno em sua Divina Comédia nesta caverna. Mas, na sua entrada encontramos Duga Baba.
Histórias antigas dizem que na caverna viviam principalmente mulheres idosas e gentis, que ajudavam as pessoas e lhes davam conselhos. Entre elas estava Duga Baba que, segundo a lenda, garantia que nenhuma pessoa não convidada pudesse entrar na caverna.
A beleza natural, as montanhas deslumbrantes do Parque Nacional de Triglav são o cenário de muitos mitos e lendas populares que retratam a relação do homem com a natureza e seus fenômenos.
Na região ainda tem a Igreja do Espírito Santo que, na verdade, é um memorial construído pelos soldados austro-húngaros, em apenas oito meses, em homenagem aos soldados mortos na Primeira Guerra Mundial. Fica na Colina de Javorca, a cerca de 8 km da vila. A igreja memorial é quase toda em madeira e nas paredes estão gravados os nomes dos 2.808 soldados mortos. Na porta de entrada está a inscrição em Latim: Ultra cineres hostium ira non superest, ou seja, “O ódio não deve estar sobre as cinzas dos mortos”.
Partimos em direção a Šmartno, uma minúscula vila medieval, e depois seguimos em direção às Cavernas Postojna e o Castelo Predjam. Nos hospedamos em Vremski Bristof, uma pequena aldeia perto de Sežana.
A Caverna Postojna é um dos complexos de cavernas mais visitados na Europa, sendo 24km de extensão. A visita é feita de trenzinho nos 2km iniciais e o restante é feito a pé. As formações rochosas, estalagmites e os estalactites de todas as cores, fazem os visitantes soltarem a imaginação. Podem ver um sorvete ou spaghetti... O proteus, que é uma salamandra que vive nas profundezas das cavernas, são atração a parte. São os “pequenos dragões”, como são chamados. Como o seu metabolismo é muito baixo, o seu coração bate uma ou duas vezes por minuto, eles podem viver até 100 anos. Sem pigmentação na pele, mantendo-se sempre no estado de larva são muito suscetíveis a luz. Por isso, vê-los e registrá-los é tarefa difícil, sendo proibido as fotos com flashes.
Já o Castelo Predjam foi construído na boca de uma caverna. A sua construção sob um arco rochoso natural no alto da muralha de pedra foi para dificultar o acesso. Lendas são contadas sobre a sua construção e é possível vê-lo na terceira temporada da série The Witcher, da Netflix.
E assim, com todo o cenário encantador, lendas e histórias era hora de deixar a Eslovênia e seguir para a Croácia e continuar descobrindo as maravilhas dos países deste leste europeu.
Croácia …
Nossa primeira parada foi o Parque Nacional dos Lagos Plitvice. Cruzamos a fronteira dos dois países, Eslovênia e Croácia, sem nenhuma burocracia. Passamos por Rijeka, uma cidade voltada à construção naval e ao transporte marítimo. Depois, seguimos para Rakovica, próximo ao parque onde pernoitamos para na manhã seguinte, bem cedo, entrar no parque e evitar a turba de turistas.
É impossível descrever a primeira impressão ao entrar no parque. O dia estava nublado, mas o que vimos da parte mais alta do complexo nos deixou em êxtase. Os lagos se alimentam de outros lagos e a água tem uma cor que hipnotiza. Isso porque, a vegetação dá o tom da água. A cada passo na plataforma de madeira, que percorre todos os lagos, era uma surpresa. As cascatas que se formam têm formatos diferentes, dependendo do tipo de vegetação e da altitude que caem.
Para entender melhor, o parque tem duas entradas e três trilhas, que o visitante pode escolher. Escolhemos a “Entrada 1” e percorremos a “Trilha C”, que corre em volta a todo o parque. Não nos contentamos com pouco. A vontade era de não ir embora daquele lugar mágico. Mesmo a chuva que caiu não atrapalhou o cenário. Pelo contrário, deu outro tom, ainda mais bonito. Os pingos da chuva na água enfeitaram mais ainda os lagos. Enfim, é preciso estar lá para entender toda a beleza do lugar.
Mas, era hora de seguir adiante. Fomos para Zadar, uma cidade costeira, conhecida pelas suas ruínas romanas e venezianas. O centro antigo é rodeado por muralhas e os vários portões venezianos nos permitem a visitação ao emaranhado de ruas, praças, comércio e turistas. É possível também ver a cidade por cima, caminhando sobre as muralhas. Outra atração é o “Órgão do Mar”, criado em 2005, e que consiste em um gigantesco órgão de tubos instalado abaixo de grandes degraus de mármore à beira-mar. Produz sons através do vento e das ondas. E estando ali, vale a pena esperar o pôr do sol e o anoitecer para ver o espetáculo de luzes de um complexo monumento chamado de “Saudação ao sol”. Este monumento consiste em um círculo de 22 metros de diâmetro, com 300 placas de vidro em muitas camadas que armazenam a energia solar durante o dia e brilham quando escurece. As mesmas ondas que ditam ritmo e melodia do “Órgão do Mar” também são as responsáveis pelo movimento das luzes das placas solares. Essas duas instalações foram criadas pelo mesmo arquiteto croata Nikola Basic.
De Zadar fomos seguindo pela estrada do mar, conhecendo as pequenas cidades costeiras e as praias em direção a Split. Por recomendação, tentamos parar em Šibenik para conhecer o seu centro histórico. Infelizmente, não conseguimos. Até o estacionamento subterrâneo estava lotado. Sem conseguir conhecer a cidade seguimos para Trogir.
Trogir tem um rico patrimônio histórico com 2.300 anos de tradição. Sua cultura influenciada por gregos, romanos e venezianos, reúne palácios, igrejas, torres, fortalezas, todos numa pequena ilha, que se tornou Patrimônio da Humanidade da UNESCO.
Enfim, chegamos a Split. Ficamos um pouco afastados do centro histórico, mas próximos de uma charmosa praia. Aproveitamos o final de tarde para um passeio pela orla, tomar um vinho e descansar, já que a ideia era ficar um par de dias por ali. No dia seguinte, fomos para a parte antiga da cidade. Nada melhor do que caminhar pelas ruas da cidade, fora do centro turístico, para conhecer melhor o lugar. Foi o que fizemos.
Chegando ao centro antigo ficamos chocados com a quantidade de turistas. Não sabíamos se olhávamos os prédios históricos ou se desviava dos grupos de turistas que atravessavam a nossa frente. Spit é lindo, mas o turismo desenfreado nos colocou longe desse centro histórico. Preferimos andar por outros cantos da cidade, a ficar disputando um lugar para uma foto. Não fomos a Hvar, mas quem sabe este pode ser um bom motivo para voltar numa época menos turística.
A próxima parada foi Dubrovnik. Assim como em Split, sabíamos que os navios, com os seus milhares de turistas, estariam por lá. Então, seguimos com muita calma, de Split pra Dubrovnik, pela costa. Foi uma viagem mais longa, mas muito bonita. Fomos conhecendo as praias e curtindo o deslumbrante mar. Paramos algumas vezes para desfrutar daquele visual inesquecível.
Os croatas que vivem mais ao sul, como Dubrovnik, precisavam cruzar duas fronteiras internacionais bósnias. Isso porque, depois da separação da Iugoslávia, a Bósnia ficou com um pequeno acesso ao mar. A solução veio com a construção de uma ponte de 2,4 km. A Ponte Peljesac foi construída por uma empresa chinesa, embora tenha sido financiada, em sua maior parte, pela União Europeia. Assim, agora a ponte liga a Croácia, sem precisar cruzar as duas fronteiras.
Em Dubrovnik, também ficamos mais distante do centro antigo e longe dos turistas. Escolhemos uma localização próxima à praia de Srebreno. Era um lugar tranquilo, perto de um pequeno Shopping Center e como calor era intenso, um mergulho no mar era muito bem-vindo.
Havia um ponto de ônibus quase na porta de nossa pousada e que nos deixaria no centro antigo. Mas, apesar de toda explicação que recebemos, erramos o lugar certo para descer e fomos até o final da linha. Tivemos que fazer uma caminhada de volta até o centro antigo, o que nos proporcionou conhecer uma outra parte da cidade. A parte turística estava intransitável. Grupos de pessoas se espremiam em pequenas sobras para esconder do sol escaldante. O calor era insuportável. Com isso, baixamos a nossa expectativa e caminhamos a ermo, sem muita preocupação de ficar ligado em todos os pontos turísticos. Afinal, o centro não era muito grande e poderíamos conhecer tudo com muita calma. Entramos e saímos das igrejas, até mesmo para nos refrescar um pouco. Mas, o bom mesmo foi voltar para o nosso canto tranquilo e nadar naquele mar de águas fresquinhas para arrefecer um pouco o calor.
Dubrovnik é uma cidade encantadora. Da parte alta da cidade é possível ver a sua muralha e o espetáculo do visual do Mar Adriático. Não foi à toa que serviu como locação para filmes e séries, como Star Wars e Games of Thrones. Toda a sua história, arquitetura e belezas naturais fez de Dubrovnik Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco. Em torno de Dubrovnik, existem várias ilhas que podem ser visitadas. E, uma delas, é a Ilha de Lokrum, uma ilha para ir e relaxar.
Montenegro …
Era um domingo lindo de sol, quando saímos em direção a Montenegro. Chegamos à fronteira e encontramos uma fila de carros. Nada que assustasse, mas esperamos mais ou menos meia hora para cruzar a fronteira. Avançamos em direção à Baía de Kotor. É bom lembrar que o nome do país se refere ao Monte Lovćen, coberto por densas florestas verde escuro, daí o nome Montenegro.
As Bocas de Cattaro são fiordes, únicos no Mediterrâneo. Contornando o mar, por uma estreita estrada, estão as cidades fortificadas, como a antiga cidade de Perast, que tem uma igreja centenária. As duas ilhotas famosas, Sveti Djordje (São Jorge) e Gospa od Škrpjela (Nossa Senhora do Rochedo) podem ser vistas da estrada. A primeira ilha, é onde tem um mosteiro Beneditino e um cemitério. A segunda ilha, tem uma igreja com uma cúpula azul-celeste que parece flutuar no mar.
A cidade de Kotor, Patrimônio Histórico da Humanidade, fica próxima aos penhascos de calcário da montanha Lovćen. É cercada por muralhas e tem ruelas labirínticas, com calçadas de pedra bege e avermelhada. As casas são quase todas de calcário e estreitas, com portas de madeira pintadas de verde. As suas praças, palácios, igrejas católicas e ortodoxas, Museu Marítimo, edifícios históricos são lugares a serem visitados.
O clima e o cenário convidavam para um mergulho. Foi o que fizemos assim que chegamos. A vista de onde nos hospedamos era linda. Víamos toda a baía e os navios que chegavam e partiam com os turistas.
Já estava nos nossos planos ir até Budva, uma outra cidade histórica, com belas praias de águas cristalinas. Apesar da previsão do tempo não ser muito boa, resolvemos pegar um ônibus para conhecer melhor todo o caminho, declinando de um convite para ir de barco com o Bruno, nosso anfitrião. Sorte a nossa! Nesse dia, caiu uma tempestade que causou estragos e até a morte de um trabalhador do porto, por causa de um guindaste caiu. Com isso, não pudemos ver a cidade como gostaríamos.
Na volta para Kotor, compramos uma passagem, mas o difícil foi acertar em qual ônibus deveríamos entrar. São várias empresas de ônibus, vans e micro ônibus que circulam entre as duas cidades. Era preciso mostrar o ticket para o motorista para saber se deveríamos ou não embarcar. Foram vários “nãos” até acertar qual era o nosso transporte. Enfim, valeu pelo passeio e pela volta por um outro caminho, descendo penhasco abaixo, o que garantiu um visual lindo e fotos de toda a baía, vista do alto.
Montenegro é um país pequeno, um verdadeiro paraíso de férias. Além da baía de Kotor, o parque nacional de Durmitor, com sua floresta exuberante, merece ser visitado. Desta vez não fomos. Resolvemos seguir adiante e reservar dois dias em Zagrebe, já que a nossa visita à cidade foi frustrada pelo problema do desvio de bagagem da companhia aérea.
Bósnia e Herzegovina … E, finalmente Zagrebe
Depois de despedirmos de Bruno, nosso anfitrião em Kotor, ter algumas dicas de caminhos, dissemos “tchau” a Montenegro e entramos na Bósnia e Herzegovina. Cruzamos a fronteira, sem problemas e continuamos deslumbrados com o visual das montanhas.
O país é dividido em dois: Bósnia, região montanhosa e com florestas densas, e Herzegovina, com os montes rochosos onde a agricultura é muito presente. O país convive com as três etnias, bósnios, sérvios e croatas. Como o alfabeto cirílico é o adotado no país, a dificuldade ainda foi maior do que nos outros países que visitamos. O idioma é o servo-croata, com palavras ainda mais impronunciáveis, e a maioria religiosa é islâmica. Por isso, a quantidade de minaretes ao longo do caminho que percorremos. Mas, o mais interessante é a boa convivência entre as religiões (Islã e Cristãos Católicos e Ortodoxos) e entre os seus praticantes, o que foi muito bonito de ver.
A nossa ideia era conhecer Mostar, uma das cidades mais visitadas da Bósnia, mas não antes de ir a Medjugorge, que fica no município de Čitluk, no Sul do país. Medjugorge é uma cidade de peregrinação ao local das aparições da Virgem Maria e ao Santuário, na Igreja de Santiago Maior (Apostólo). Como acreditamos que coincidências não existem, lá estávamos com fé e devoção agradecendo a Nossa Senhora de Medjugorge e a Santiago mais um sonho de viagem sendo realizado.
Dali partimos para Mostar, classificada como patrimônio mundial da UNESCO, que fica a poucos quilômetros de distância. Por não ser longe de Split e Dubrovnik, muitos turistas que visitam a Croácia se aventuram por aquelas bandas. Não perdemos tempo e fomos conhecer a parte antiga da cidade.
A ponte velha sobre o rio Neretva foi reconstruída em 2004, depois de ser destruída na guerra da Bósnia em 1993. A reconstrução e reabertura da ponte foi vista como um sinal de esperança e convivência entre cristãos e muçulmanos que tiveram relações conturbadas ao longo dos tempos. Hoje é a principal atração da cidade. Turistas e moradores assistem os destemidos mergulhadores que saltam do topo da ponte ao rio Neretva.
Infelizmente, durante a guerra da Bósnia, todo o país foi severamente arruinado, e as consequências são evidentes até hoje. Prédios são mantidos com marcas de tiros e bombas. Mas, nada disso tirou a beleza do centro antigo e dos belos minaretes das mesquitas. Kujundžiluk é um antigo bazar com lojas de artesanato e ótimos restaurantes.
O país ainda possui outras cidades antigas, como Blagaj e sua construção encrustrada numa enorme rocha, a Tekke Blagaj, que fica à beira do rio Buna. Počitelj, é outra cidade medieval construída toda em pedra. Neum fica na região da Herzegovina na costa Adriática, onde foi construída a ponte que liga a Croácia, como já mencionado anteriormente.
Era hora de seguir para Sarajevo. A cidade é considerada importante na Península Balcânica, com uma rica história. Foi fundada na era dos Otomanos. Foi lá também onde o arquiduque austríaco Franz Ferdinand foi assassinado, culminando na Primeira Guerra Mundial. Sarajevo organizou jogos olímpicos de inverno e foi palco de guerra, o que deixou rastro de destruição em toda a cidade. Mas, apesar da guerra que durou 3 anos, terminando em 1995, a maior parte da cidade foi reconstruída, restando ainda algumas ruínas no centro, o que nos pareceu ser proposital, para que os combates sangrentos fiquem na memória dos bósnios e visitantes como algo a não se repetir
O rio Miljacka atravessa a cidade, que é rodeada por cinco montanhas muito frequentadas por turistas que querem esquiar.
Sarajevo conta com parques, a Catedral, Mesquitas e é famosa pelos mirantes. Um importante símbolo e atração da cidade é o teleférico, que leva os visitantes do centro da cidade ao Monte Trebević. Há também o Antigo Cemitério Judaico, o segundo maior da Europa. A Prefeitura, a Ponte Latina sobre o rio Miljacka, o Mercado Central e a Cervejaria de Sarajevo são paradas obrigatórias.
Além de tudo isso, a cidade velha encanta pelos cafés, restaurantes, lojas e o vai e vem de turistas, principalmente oriundos do Leste Europeu. O Túnel da Esperança, é outro ponto interessante. Este túnel foi construído, passando por dentro da casa de moradores locais, durante a guerra. Era o único ponto de acesso, que servia como rota de entrada e saída de tropas e mantimentos sem que os sérvios percebessem.
O que podemos dizer da Bósnia? O país foi uma grata surpresa. A natureza caprichou, as montanhas impressionaram, as cidades e, principalmente, o povo gentil e tolerante nos tocou. Deixamos de pensar Sarajevo como um sinônimo de guerra e passamos a pensar Sarajevo de outra maneira. Ficamos felizes por ter conhecido aquela parte dos Balcãs. No entanto, era hora de seguir em frente. Zagrebe foi a nossa próxima parada.
A nossa ideia, quando programamos a viagem, incluía Belgrado, na Sérvia. Mas, devido ao contratempo do começo da viagem, quando tivemos que ficar na Itália esperando a bendita bagagem desviada e cancelamos nossa estadia em Zagrebe, decidimos não deixar de conhecê-la.
A decisão foi acertada. Zagrebe é uma cidade bonita, que como outras cidades europeias mistura o moderno e o antigo de forma interessante. As avenidas largas e longas da cidade baixa ou Novi Zagreb, nos surpreenderam. Partimos para conhecer o máximo possível, já que tudo era distante. A Praça Ban Jelačić é a praça principal de Zagreb, situada no coração da cidade. As ruas Ilica, que é uma das ruas mais longas e movimentadas, e a rua Tkalčićeva, com seus bares, restaurantes, cafés e lojas de artesanato foram em parte percorridas.
Na cidade alta, a Igreja Saint Mark, com seu telhado de cerâmica pintado foi ponto de parada, sem dúvida. A Torre Lotrščak, junto com a Porta de Pedra, foi o que restou do sistema de fortificação medieval da Cidade Alta. O Museu das Relações Terminadas também foi visitado. Cruzamos o Túnel Crič de um lado a outro, conhecemos a Igreja de São Francisco, o Mercado Dolac e o Parque Maksimir. Enfim, visitamos o que foi possível da capital Croata.
Já era o final da nossa viagem, quando retornamos a Veneza. Encontramos mais amigos, a Elisabetta, que conhecemos caminhando pela Itália, e Tiziano, seu namorado. Fizemos planos para o futuro. E era hora de partir, mas não sem emoções.
A viagem, o retorno...
Diante de tudo que passamos na ida para a Itália, resolvemos dias antes da nossa “ida” pra casa, tentar trocar a passagem de Veneza a Roma para um horário mais cedo, evitando os contratempos de atrasos da conexão, o que nos foi negado. Seria necessário comprar uma nova passagem. Diante disso, desistimos e deixamos para ver o que aconteceria.
Fomos cedo para o aeroporto de Veneza e com calma fizemos o despacho de bagagem, que pegaríamos em Belo Horizonte, como mostrava o ticket que recebemos. Eis que de repente, vimos que o voo estava atrasado 20 minutos. Isso já despertou uma certa preocupação. Como se não bastasse, o painel mostrou um atraso muito maior do que os 20 minutos. Fizemos os cálculos e chegamos à conclusão de que perderíamos a conexão em Roma. Tentamos achar um balcão da companhia aérea, sem sucesso. Isso em pleno aeroporto de Veneza. Vimos um Help Point e corremos para lá, mas não tinha ninguém no balcão. Resolvemos ligar para a companhia aérea no Brasil, o que não resultou em absolutamente nada. A nossa alternativa foi embarcar e ver o que aconteceria em Roma.
Chegamos em Roma e o aviso de “embarque em andamento” apareceu assim que ligamos o celular. Tentamos desembarcar antes, mas os comissários negaram o pedido. Disseram que teria o pessoal de solo para ajudar, o que não aconteceu. Desembarcamos desesperados… Já tínhamos visto aquele filme… corremos, encontramos uma brasileira, que também estava num outro voo atrasado … Fomos de um Terminal a outro correndo... Mas, ainda tínhamos que passar pela Imigração, que estava um caos.
Na imigração as filas estavam enormes. Pedimos ajuda ao policial, que respondeu que todos ali estavam para embarcar. Nosso mundo desabou… furamos fila, juntamos a outros brasileiros que estavam atrasados. Cada pessoa vinha de lugar diferente da Europa, mas todos pela mesma companhia aérea. Engrossamos a fila e não “arredamos” o pé.
Eram pessoas de todas as nacionalidades tentando embarcar em seus voos. Estávamos todos atrasados, irritados, brigando, um caos total. Três funcionários tentavam controlar a situação caótica quando, de repente, uma funcionária da companhia aérea Emirates apareceu lindamente, com aquele uniforme único procurando pelos passageiros que ali estavam. Foi revolta total! Não somente porque os passageiros teriam prioridade na fila, mas também pela inveja do conforto de uma companhia boa. Mais briga, mais empurra-empurra…
Lá pelas tantas, já passava das 22h30, lembrando que o nosso voo partiria as 21h55, conseguimos passar pela imigração. Mais correria, porque o portão de embarque era o último. Enfim, chegamos e nos deparamos com um milagre, o avião ainda estava em solo aguardando os 13 passageiros faltantes. Ufa! Embarcamos, mais uma vez, suados e revoltados.
Foi um voo tranquilo. Fizemos conexão no Rio de Janeiro. Por precaução, resolvemos verificar se, realmente, a bagagem foi despachada diretamente para Belo Horizonte, como o ticket mostrava. Mas, eis que vimos a nossa bagagem na esteira. Desta vez, tivemos tempo de retirar a bagagem e despachar para que chegasse conosco ao nosso destino.
De todo este imbróglio, nosso aprendizado foi que, se o voo atrasar e a conexão estiver muito em cima, não se desespere aguarde... Simplesmente, fique porque certamente sua bagagem não seguirá com você. Não confie nunca na companhia aérea quando disserem que o tempo de conexão é suficiente… E relaxe, porque quando você pedir o ressarcimento dos seus prejuízos, você não receberá o justo valor. E, ainda,, terá que assinar uma carta se comprometendo a não reivindicar mais nada, além do pouco que oferecerem. A não ser que esteja disposto a pagar um advogado e entrar com pedido judicial. Sabe por quê? A companhia aérea não reconhece o erro de desvio de bagagem, atribuindo o erro ao aeroporto…
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